O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou uma ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas, demandando um pagamento de R$ 3 milhões por danos morais coletivos, em decorrência de graves denúncias de assédio moral no setor Fiscal/Tributário da companhia, situada em Barueri, SP. O caso ressalta a urgência de uma reflexão sobre a saúde mental dos trabalhadores em ambientes corporativos.
A ação, que se originou de um inquérito civil iniciado em 2024, revela um quadro preocupante de cobranças excessivas e pressão psicológica exercida sobre os funcionários. Relatos obtidos durante a investigação indicam que práticas abusivas vêm sendo perpetradas desde 2021, com denúncias de jornadas extenuantes e assédio moral se acumulando ao longo dos anos.
Entre as irregularidades apontadas, destacam-se cobranças realizadas em momentos de descanso, como férias e afastamentos médicos, além de exigências de resposta a demandas em horários inadequados, como noites e fins de semana. O procurador do Trabalho, Gustavo Tenório Accioly, enfatizou que essas práticas não apenas desrespeitam os direitos dos trabalhadores, mas também contribuem para o adoecimento mental dos mesmos.
A investigação do MPT evidenciou um ambiente de trabalho hostil, caracterizado por humilhações, gritos e exclusão de reuniões como forma de punição. Mais alarmante ainda, foram registrados casos de retaliações a funcionários que denunciavam irregularidades ou que apresentavam problemas de saúde mental. A situação se agrava com dados alarmantes sobre afastamentos previdenciários relacionados a transtornos mentais entre os trabalhadores da unidade de Barueri.
Além da indenização solicitada, o MPT pede a implementação de medidas efetivas que visem à proteção da saúde mental dos empregados, como o fortalecimento dos canais de denúncia, a criação de mecanismos de defesa contra retaliações e a capacitação contínua de gestores. A ação traz à tona um debate fundamental sobre a responsabilidade das empresas em assegurar um ambiente de trabalho saudável, onde o respeito e a dignidade dos colaboradores sejam priorizados.
Crédito da imagem: Embraer E1 Azul Linhas Aéreas




