Em uma reviravolta recente, a Meta, responsável pelo Instagram, removeu um vídeo do cantor MC Cabelinho que discutia a polêmica sobre Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República. A filmagem, que fazia parte de uma parceria com o portal Revelando, abordava a acusação de que Flávio teria atuado como funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos.
Após a exclusão do conteúdo, MC Cabelinho não hesitou em se manifestar. Em seu perfil na rede social, o artista informou aos seguidores que o vídeo ainda poderia ser assistido no YouTube, questionando a decisão da Meta. O portal Revelando, por sua vez, também se pronunciou sobre o episódio, mantendo a nova postagem no ar sem o conteúdo polêmico.
A Meta justificou a remoção referindo-se às diretrizes eleitorais que proíbem a veiculação de conteúdos gerados ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito. Segundo a empresa, a restrição é uma medida para cumprir a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e garantir a integridade do processo eleitoral. Isso inclui conteúdos que, mesmo com rótulos de IA, são automaticamente identificados e removidos para evitar manipulações durante o período eleitoral.
A situação gerou reações entre figuras públicas, incluindo os atores Gregório Duvivier e Fábio Porchat, que criticaram a decisão da Meta, insinuando que a ação era um boicote à liberdade de expressão. O portal Revelando também levantou questões sobre a censura de conteúdos que tratam de assuntos de interesse público, destacando um padrão de restrições que vem se repetindo.
Este episódio ocorre em um momento tenso para a Meta, que se comprometeu a garantir a equidade na distribuição de conteúdos políticos entre os candidatos do segundo turno. O TSE já havia solicitado explicações sobre a forma como a plataforma lida com a veiculação de anúncios eleitorais, especialmente após alegações de que a distribuição de conteúdos relacionados a Lula estava sendo prejudicada em comparação com Flávio Bolsonaro.
A discussão em torno do uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais e a sua regulamentação pelo TSE continua a ser um tema controverso. A resolução que proíbe a publicação e republicação de conteúdos que utilizam IA durante o período eleitoral visa proteger a integridade do processo democrático, mas também levanta questões sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais.




