quinta-feira, 29/10/2026

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Marabraz inicia processo de recuperação judicial para reestruturar dívida de R$ 140 milhões

A rede de móveis Marabraz, um nome familiar no varejo brasileiro, enfrenta um momento crítico. A Justiça de São Paulo acolheu o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, que busca renegociar uma dívida…

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A rede de móveis Marabraz, um nome familiar no varejo brasileiro, enfrenta um momento crítico. A Justiça de São Paulo acolheu o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, que busca renegociar uma dívida que gira em torno de R$ 140 milhões. A juíza Fernanda Perez Jacomini, responsável pela decisão na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, destacou a urgência da situação ao assinar a ordem na terça-feira (27).

A empresa se comprometeu, em nota, a cumprir as exigências judiciais e a apresentar um plano de recuperação dentro do prazo estipulado, focando na sustentabilidade dos negócios e na manutenção de um diálogo aberto com todas as partes interessadas — colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. O processo abrange não apenas a Marabraz Comercial Ltda., mas também cinco outras companhias afiliadas, refletindo a complexidade da situação financeira do grupo.

A recuperação judicial é uma medida que visa reestruturar as dívidas de empresas em dificuldades, permitindo que continuem operando sob supervisão judicial. Nesse contexto, a juíza suspendeu, por 180 dias, ações de cobrança por parte dos credores, o que dá um respiro necessário ao grupo. No entanto, a magistrada não permitiu que as seis empresas fossem tratadas como uma só unidade em termos de patrimônio e dívidas, uma decisão que pode complicar o processo de recuperação.

Com a designação da Deloitte Touche Tohmatsu Consultores como administradora judicial, a supervisão das finanças do grupo ficará sob a responsabilidade de uma entidade experiente. A empresa terá a tarefa de monitorar as atividades e elaborar relatórios regulares à Justiça, assegurando que o processo siga suas etapas legais de forma adequada.

Adicionalmente, a Justiça garantiu que as concessionárias de energia, Enel e CPFL, não poderão interromper o fornecimento nas unidades com contratos ativos, uma medida crucial para que as operações da Marabraz possam continuar sem interrupções. Contudo, a reativação de serviços encerrados previamente não é garantida, a menos que se prove que o desligamento foi exclusivamente devido a dívidas que agora estão sob recuperação judicial.

Os desafios que levaram a Marabraz a essa drástica decisão incluem não apenas a crise enfrentada pelo varejo, mas também conflitos familiares que impactaram as operações e dificuldades no acesso ao crédito. À medida que o grupo se prepara para apresentar seu plano de recuperação, o futuro da marca, que já foi sinônimo de móveis acessíveis e de qualidade, permanece incerto, mas a esperança de reestruturação está sobre a mesa.