A Jeep revelou, nesta segunda-feira (19), as versões híbridas leves do Compass para a linha 2027, uma adição que, apesar de interessante, parece insuficiente para alterar o cenário competitivo do SUV no Brasil. O modelo, que já enfrentava críticas por seu custo elevado e consumo de combustível, agora se depara com uma concorrência crescente de fabricantes chineses, que oferecem alternativas mais eficientes e acessíveis.
As novas versões, Longitude Night Eagle e Série S, chegam com motor MHEV de 48 volts, custando R$ 206.990 e R$ 233.990, respectivamente. Segundo a montadora, essa tecnologia híbrida pode proporcionar uma redução de até 11% no consumo de combustível, mas os números do Inmetro revelam uma realidade bem mais modesta: 11,2 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada com gasolina, e 8 km/l na cidade e 8,7 km/l com etanol.
Em comparação, diversos SUVs de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 e o Geely EX5, apresentam desempenhos muito mais vantajosos, alcançando até 15,8 km/l na gasolina. Essa disparidade no consumo levanta questões sobre o valor real das inovações da Jeep, que, embora tragam um novo sistema elétrico para auxiliar o motor a combustão, não parecem ser suficientes para justificar o preço elevado em um mercado cada vez mais competitivo.
Adicionalmente, o Compass 2027 mantém outras versões sem a motorização híbrida, como as Sport e Longitude, que utilizam apenas o motor TurboFlex de 176 cv. A variante Blackhawk, por sua vez, oferece um motor mais potente, contribuindo para um portfólio que, embora diversificado, ainda não se destaca em eficiência energética.
As mudanças estéticas são um ponto positivo, com novas rodas e a introdução da cor inédita Slash Gold, além do uso ampliado de materiais como o suede em acabamentos. Contudo, a questão central permanece: será que as novas versões híbridas são realmente uma resposta às demandas do consumidor, ou apenas um esforço para manter a relevância em um mercado que avança rapidamente?
Crédito da imagem: Jeep Compass Series S 2027 com nova tecnologia MHEV.




