As eleições de 2026 trarão um benefício inesperado para aposentados e pensionistas do INSS: o voto poderá servir como prova de vida automática. No próximo segundo turno, marcado para o dia 25, a participação nas urnas permitirá que beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social confirmem sua vivência sem a necessidade de apresentar documentos ou se deslocar até uma agência. Essa inovação se dá por meio do cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e a Previdência Social.
Vale destacar que aqueles que não votaram no primeiro turno, realizado no dia 4 de outubro, ainda têm a chance de utilizar o segundo turno como meio de comprovação. A ausência anterior não invalida a possibilidade de validação por meio do voto na nova votação. O sistema já está em funcionamento e, em 2024, a participação nas eleições ajudou a atualizar a prova de vida de cerca de 5 milhões de beneficiários.
A prova de vida, crucial para a manutenção dos pagamentos, pode ser comprovada de diversas maneiras, sendo o voto uma delas. Ao votar, a Justiça Eleitoral registra a presença do eleitor, permitindo a atualização automática dos dados junto ao INSS. Não é necessário guardar o comprovante de votação, nem realizar qualquer solicitação adicional.
É importante esclarecer que a obrigatoriedade de voto não se aplica a todos. Pessoas com 70 anos ou mais não são obrigadas a votar e, portanto, não precisam justificar uma eventual ausência. No entanto, aqueles que são obrigados a votar devem regularizar sua situação caso não compareçam ao primeiro turno, pois o voto no segundo turno apenas servirá como prova de vida, mas não substituirá a necessidade de justificar a falta anterior.
É um erro acreditar que a ausência nas urnas pode resultar na perda do benefício do INSS. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a falta não leva ao bloqueio automático. Os beneficiários têm outras opções para comprovar sua vivência, que podem ser consultadas através do aplicativo ou site Meu INSS, ou pela Central 135.
Um dado alarmante: quase 50% dos eleitores com 70 anos ou mais não compareceram ao primeiro turno. De acordo com um levantamento do Movimento Voto 70+, aproximadamente 8,49 milhões de eleitores dessa faixa etária estiveram ausentes, refletindo uma abstenção de 49,2% entre os 17,25 milhões de eleitores aptos. A situação é ainda mais preocupante entre os com 80 anos ou mais, onde a abstenção chega a 73,1%. Além disso, as mulheres representam 60,6% dos eleitores com 70 anos ou mais que não compareceram, evidenciando uma disparidade que merece atenção.




