A recente venda de uma saca de café da Fazenda Santuário Sul, em Minas Gerais, por mais de R$ 134 mil, durante a SCAJ 2026 em Tóquio, acendeu o debate sobre o valor do café especial brasileiro. Com um preço de US$ 26.456 por 60 kg, o feito marca um novo recorde para a produção nacional em leilões da Alliance for Coffee Excellence (ACE), conhecida por premiar os melhores cafés do mundo.
O café em questão, uma variedade geisha natural, é celebrado por seu sabor floral e notas de jasmim e mamão papaia, características que encantam os paladares mais exigentes. Luiz Paulo Dias Pereira Filho, o produtor da fazenda, atribui o sucesso a um trabalho meticuloso e à localização privilegiada da propriedade, situada nas montanhas da Serra da Mantiqueira, onde o clima ameno favorece o cultivo de grãos de alta qualidade.
Este leilão não apenas representa um marco financeiro, com o preço alcançado superando em 40% o recorde anterior de 2018, mas também destaca o potencial do Brasil no mercado global de cafés especiais. Pereira, que é da quarta geração de cafeicultores em sua família, começou a investir em cafés de qualidade superior nos anos 2000, com a ambição de levar o café brasileiro ao reconhecimento internacional.
“Dividir essa vitória com o Brasil é fundamental. Precisamos mostrar que é possível valorizar nosso produto e que o mercado reconhece que o Brasil tem potencial para produzir cafés excepcionais”, afirma Pereira, refletindo um otimismo que ressoa entre os produtores do setor. O evento em Tóquio, promovido pela Associação de Cafés Especiais do Japão, reforça a importância do café brasileiro no cenário global, onde a qualidade se sobrepõe à quantidade.




