Após a confirmação de um surto da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, o Brasil se vê em uma situação delicada que pode impactar fortemente suas exportações de carne de frango. A China, maior importadora do produto brasileiro, deverá interromper temporariamente as compras em conformidade com um protocolo sanitário estabelecido entre os dois países.
O Ministério da Agricultura, em resposta à detecção do foco infeccioso, anunciou a suspensão preventiva das exportações. Este procedimento é uma prática comum em situações de surtos de doenças aviárias, onde as autoridades chinesas avaliam o impacto da restrição e decidem se o embargo se aplica a todo o território brasileiro ou apenas à região afetada, permitindo assim a continuidade das exportações de áreas não comprometidas.
A repercussão do surto já se fez sentir em outros mercados. O México, por exemplo, decidiu suspender a importação de carne de frango e outros produtos avícolas brasileiros, buscando proteger sua própria produção, que se encontra livre da doença. Essa decisão foi comunicada pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do país e inclui aves vivas e ovos férteis.
Na granja onde o foco foi identificado, com cerca de 6 mil perus, ações imediatas estão sendo tomadas. O Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade, e as autoridades locais iniciaram um plano de controle e erradicação da doença, além de intensificar a vigilância nas áreas vizinhas.
O Ministério da Agricultura garantiu que a movimentação de aves foi suspensa e que as medidas de controle seguem o plano nacional de contingência para doenças aviárias. Tanto o ministério quanto a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) asseguraram que não há risco para os consumidores e que os produtos de estabelecimentos inspecionados permanecem seguros para o consumo.




