Na segunda-feira (19), o governo dos Estados Unidos tomou uma medida drástica ao ordenar que suas agências cessem o uso de ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pela startup chinesa DeepSeek. Essa decisão surge no contexto de uma crescente rivalidade entre Washington e Pequim pelo domínio em um setor tecnológico que evolui em ritmo acelerado.
O Departamento de Segurança Interna emitiu um comunicado formalizando a proibição dos produtos da DeepSeek, incluindo ferramentas de terceiros que utilizam sua tecnologia. As agências governamentais foram instruídas a remover essas aplicações de seus dispositivos, evidenciando a preocupação com a segurança de dados sensíveis.
Vale ressaltar que essa orientação se aplica apenas a agências civis, uma vez que o Departamento de Defesa e os serviços de inteligência não estão sob essa alçada. Entretanto, a falta de resposta do Departamento de Defesa a questionamentos da AFP levanta dúvidas sobre a abrangência dessa proibição.
O documento que acompanha o comunicado destaca que os modelos da DeepSeek apresentam “múltiplos vetores de ameaça”. O uso das ferramentas por funcionários ou fornecedores do governo dos EUA poderia resultar na transferência involuntária de dados sigilosos para a China, uma preocupação que não pode ser subestimada, dado que os servidores da empresa estão localizados na China, onde o regime legal permite ao governo acessar informações de empresas privadas.
A DeepSeek, que se destacou como um dos laboratórios de inteligência artificial mais influentes da China, causou um grande alvoroço no mercado ao lançar um chatbot de baixo custo e alta performance em janeiro de 2025, desafiando a hegemonia das empresas americanas no setor. Em resposta, os EUA têm acusado a DeepSeek e outras gigantes de IA chinesas de copiar sistematicamente as inovações desenvolvidas por seus concorrentes norte-americanos, intensificando assim a disputa tecnológica entre as duas potências.
Crédito da imagem: Logo do Deepseek




