terça-feira, 03/11/2026

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Montadoras americanas e europeias solicitam proibição de veículos chineses nos EUA

Uma coalizão de grandes montadoras, que inclui nomes como General Motors, Volkswagen e Toyota, fez um apelo ao Congresso dos Estados Unidos para que seja aprovada uma proibição permanente de veículos chineses ainda neste…

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Uma coalizão de grandes montadoras, que inclui nomes como General Motors, Volkswagen e Toyota, fez um apelo ao Congresso dos Estados Unidos para que seja aprovada uma proibição permanente de veículos chineses ainda neste ano. O pedido, reportado pela Reuters, foi feito na segunda-feira (2), à véspera da retomada das atividades legislativas após as eleições de meio de mandato.

A Alliance for Automotive Innovation, que representa quase todas as principais fabricantes automotivas, está pressionando os legisladores a aproveitarem o período de votação limitado para avançar com a análise da proposta. A entidade argumenta que a entrada de veículos chineses no mercado americano representa uma ameaça à segurança nacional e aos investimentos realizados pelas montadoras nos Estados Unidos.

O presidente da associação, John Bozzella, destacou que é crucial proteger o mercado interno contra o que ele descreveu como uma “enxurrada” de importações chinesas, que não apenas colocam em risco a privacidade dos motoristas, mas também desvalorizam os esforços das empresas que investiram em suas comunidades. Atualmente, já existem restrições que efetivamente barram as montadoras chinesas de vender ou fabricar carros de passeio no país, uma medida implementada no início de 2025, durante a administração Biden.

Essas restrições incluem tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses e um controle rigoroso para evitar o envio de dados sensíveis para a China. No entanto, a pressão por uma lei que estabeleça um banimento definitivo continua a aumentar. Em meio a esse contexto, declarações do ex-presidente Donald Trump criaram incerteza, ao sugerir que estaria aberto à produção de carros chineses em solo americano.

O projeto de proibição avançou em julho, quando uma comissão do Senado o aprovou, e já conta com o apoio de mais de 100 parlamentares na Câmara dos Representantes. Apesar do amplo respaldo, os senadores decidiram adiar a tramitação para novembro, o que levanta preocupações sobre a viabilidade de aprovação antes do fim da sessão legislativa, especialmente se os democratas assumirem o controle do Congresso.

Bozzella também alertou sobre o crescente domínio dos veículos chineses no mercado europeu, onde mais de 1,1 milhão de automóveis foram importados nos primeiros oito meses de 2026, superando o total do ano anterior. Ele concluiu que, dado o risco à segurança nacional e as práticas comerciais desleais, o Congresso deve agir para proteger a base de manufatura avançada dos Estados Unidos.

Por outro lado, o governo chinês já manifestou sua insatisfação com as medidas americanas, pedindo que os EUA respeitem as leis do mercado e os princípios da concorrência justa, enquanto classifica as ações contra suas empresas como uma forma de “repressão injustificada”.

Crédito da imagem: Fábrica da Toyota no Texas, Estados Unidos.