A Meta, empresa-mãe do Facebook e Instagram, firmou um acordo com uma jovem que alegou que suas plataformas foram desenhadas para promover a dependência e prejudicar a saúde mental dos usuários. A informação foi confirmada por advogados da autora na última sexta-feira (30), após um processo que estava prestes a ir a julgamento.
A jovem, identificada como K.D.B., argumentou que o uso intenso das redes sociais contribuiu para o desenvolvimento de transtornos alimentares. Os detalhes financeiros e os termos do acordo não foram revelados, mas a notícia surge em um contexto em que a Meta já havia resolvido uma disputa similar com outra jovem, S.J., antes do início da seleção de jurados.
O caso de K.D.B. e S.J. destaca uma tendência crescente de processos judiciais contra gigantes da tecnologia, que enfrentam acusações de projetar seus aplicativos para criar hábitos compulsivos, especialmente em crianças e adolescentes. A advogada de K.D.B. expressou satisfação com o resultado, enfatizando o compromisso da Meta em aumentar a segurança dos jovens nas redes sociais.
Este processo é emblemático, escolhido entre milhares de ações semelhantes, com o potencial de influenciar futuras disputas judiciais relacionadas à saúde mental dos usuários de redes sociais. K.D.B. e S.J., que começaram a usar plataformas como YouTube e Instagram desde muito jovens, afirmam que recursos como a reprodução automática e a rolagem infinita intensificaram seu uso compulsivo.
As alegações contra a Meta e outras empresas como Snap, TikTok e YouTube não se limitam a casos isolados; um número crescente de ações judiciais alega que essas plataformas têm um papel significativo na crise de saúde mental entre os jovens, refletindo um aumento de condições como ansiedade e depressão. O primeiro julgamento envolvendo tais alegações resultou em uma indenização de US$ 6 milhões para uma jovem que provou negligência das empresas.
As redes sociais, sob crescente pressão legal, enfrentam uma onda de processos em tribunais dos Estados Unidos, com procuradores-gerais buscando responsabilizá-las por danos à saúde mental da juventude. Recentemente, a Meta concordou em desembolsar até US$ 18 bilhões para resolver disputas com vários estados, além de se comprometer a implementar mudanças em suas plataformas para garantir um ambiente mais seguro para os jovens.
A situação da Meta é ainda mais complicada por uma decisão judicial no Novo México, onde a empresa foi condenada a pagar uma multa de US$ 25 bilhões por enganar consumidores sobre privacidade e manejo de discursos de ódio. A Meta já anunciou planos de recorrer dessa decisão, enquanto continua a enfrentar um cenário desafiador em sua luta para balancear negócios e responsabilidade social.
Crédito da imagem: MPT processa Meta em R$ 50 milhões




