quinta-feira, 29/10/2026

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Ministro da Fazenda defende responsabilidade fiscal e ajuste das contas sem medidas drásticas, enquanto Flávio sugere cortes significativos.

Em uma recente declaração, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visa um ajuste fiscal nas contas públicas de forma gradual e responsável. Durante…

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Em uma recente declaração, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visa um ajuste fiscal nas contas públicas de forma gradual e responsável. Durante uma entrevista ao Uol, Durigan enfatizou que a proposta do governo não busca soluções extremas, como um “cavalo de pau”, mas sim um caminho sustentável que vise conter o endividamento público, com o objetivo de reduzir a taxa de juros e estimular a economia, que apresenta sinais de desaceleração.

O ministro fez críticas ao cenário atual, onde muitos analistas expressam preocupação com os déficits fiscais acumulados nos últimos anos, que têm pressionado a taxa de juros e contribuído para um aumento na dívida pública. Para muitos economistas, um ajuste fiscal mais robusto é imperativo, mas Durigan refutou a ideia de um corte drástico de R$ 200 bilhões nos gastos em apenas um ano, argumentando que isso seria impraticável e poderia levar a um retrocesso nas conquistas sociais.

Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro, concorrente de Lula no segundo turno das eleições, propõe um “tesouraço” nos gastos públicos, prometendo um ajuste mais rápido e drástico. O programa de governo de Bolsonaro promete equilíbrio fiscal e reformas, mas enfrentará desafios, já que a oposição a cortes em áreas essenciais como saúde e educação é forte, e os compromissos com programas sociais permanecem em pauta.

Durigan, ao reafirmar a estratégia do Partido dos Trabalhadores, afirmou que o ajuste fiscal almejado deve ser de cerca de dois pontos do PIB, com a expectativa de que o governo alcance um superávit nas contas públicas até 2027. Contudo, analistas apontam que essa meta pode ser ambiciosa, especialmente considerando as promessas de aumentos no Bolsa Família e no salário mínimo.

Segundo um relatório da Instituição Fiscal Independente, para estabilizar a dívida pública, seria necessário um superávit primário anual de 2,1% do PIB. Isso levanta questões sobre a viabilidade das promessas feitas pelas campanhas e o impacto real que terão na saúde fiscal do país.