quinta-feira, 29/10/2026

Dólar R$ 5,35 Euro R$ 5,96
Ibovespa 169.186 ▼ 1,06%

Justiça autoriza reestruturação de dívidas do GPA, controladora do Pão de Açúcar

Em uma manobra estratégica, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) conseguiu homologar seu plano de recuperação extrajudicial, permitindo que suas operações continuem normalmente. A decisão da Justiça de São Paulo, publicada no Diário de…

Compartilhe:

Em uma manobra estratégica, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) conseguiu homologar seu plano de recuperação extrajudicial, permitindo que suas operações continuem normalmente. A decisão da Justiça de São Paulo, publicada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional no dia 20, é um passo crucial para a reestruturação das dívidas da companhia, que totalizam R$ 4,6 bilhões.

De acordo com o novo plano, a empresa terá um prazo de 30 dias para que os credores que decidirem aportar novos recursos cumpram as condições estabelecidas. O mesmo período se aplica à renegociação de contratos de dívidas em moeda estrangeira. Além disso, o GPA terá até 60 dias para emitir novas debêntures, que substituirão os títulos existentes na posse dos credores, facilitando a reestruturação financeira.

Essas debêntures, que são instrumentos de dívida utilizados para captar capital, estarão sujeitas a um bloqueio pela B3, a bolsa de valores brasileira, impedindo qualquer negociação até que a troca seja concluída. O foco da companhia permanece em resolver suas pendências enquanto comunica os acionistas e o mercado sobre o progresso do processo.

O GPA enfrenta desafios financeiros significativos, acumulando prejuízos desde 2022. Entre os fatores que contribuíram para essa situação estão a queda no consumo, a alta inflação dos alimentos, o aumento da taxa de juros, custos associados a mudanças na gestão e dívidas fiscais e trabalhistas. A recuperação extrajudicial surge, portanto, como uma alternativa crucial para que o grupo supere sua crise financeira e mantenha suas operações no mercado.