Em uma decisão que promete impactar o bolso dos brasileiros, os governadores do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovaram um aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, com vigência a partir de 1º de fevereiro de 2027. O reajuste será de 11,1% para o óleo diesel, enquanto a gasolina terá um acréscimo de 4,5% e o gás de cozinha aumentará 4,8%.
No estado de São Paulo, que detém a maior participação no PIB nacional, a população pode esperar um aumento de R$ 0,07 a R$ 0,13 por litro nos combustíveis. O governo paulista, sob a liderança de Tarcísio de Freitas, já projetou os novos preços: o diesel passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, enquanto a gasolina e o etanol subirão de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro. O gás de cozinha segue a mesma tendência de alta.
Esse reajuste não veio sem controvérsias. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, criticou publicamente Tarcísio, argumentando que o aumento do ICMS não apenas encarece o transporte para caminhoneiros, mas também impactará diretamente os preços dos alimentos nos supermercados. Boulos questionou a coerência do governador, ressaltando que suas promessas de campanha, que incluíam a redução de impostos, estão sendo claramente desafiadas.
Em resposta, o governo de São Paulo disparou uma nota onde considerou “lamentável” a declaração de Boulos, acusando-o de distorcer a realidade para fins políticos. O texto destacou que o reajuste foi uma decisão coletiva do Confaz, aprovada por unanimidade, incluindo os estados governados pelo PT, e reafirmou que a alíquota de ICMS em São Paulo permanece uma das mais baixas do país.
A polêmica entre os dois líderes políticos reflete a tensão constante entre os governos estaduais e federal, especialmente em um cenário econômico onde a inflação e os custos de vida estão em alta. Boulos, por sua vez, não deixou por menos e insistiu que o governador havia mudado seu discurso após as eleições, apoiando um aumento que contradiz suas promessas anteriores.
À medida que a data do reajuste se aproxima, a expectativa é que o debate sobre a política de impostos e suas consequências para a população ganhe ainda mais destaque no cenário político nacional.




