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Dicas para a instalação correta da cadeirinha de crianças com o sistema Isofix durante viagens

A utilização correta de cadeirinhas infantis continua a ser uma preocupação para muitos pais e responsáveis, mesmo após a legislação que tornou seu uso obrigatório em veículos de passeio, em setembro de 2010. A…

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A utilização correta de cadeirinhas infantis continua a ser uma preocupação para muitos pais e responsáveis, mesmo após a legislação que tornou seu uso obrigatório em veículos de passeio, em setembro de 2010. A introdução do sistema Isofix, que oferece uma forma segura de fixar o bebê conforto ou cadeirinha ao assento traseiro do carro, foi sancionada em 2015 e se tornou obrigatória apenas em 2020 para todos os novos veículos no Brasil.

O Isofix é um sistema de ancoragem que se conecta a pontos específicos no veículo e na cadeirinha, proporcionando uma instalação mais segura e eficaz. Para utilizar esse sistema, é necessário localizar os pontos de fixação no banco traseiro, que podem ser visíveis ou escondidos, geralmente identificados por um ícone de cadeirinha. Após posicionar corretamente a cadeirinha, um clique indica que a fixação foi bem-sucedida. Além disso, alguns modelos contam com um terceiro ponto de ancoragem, conhecido como Top Tether, que previne o movimento lateral do dispositivo durante a viagem.

As regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelecem diretrizes claras sobre o uso de cadeirinhas conforme a idade e o peso das crianças. É importante que os pais estejam atentos às recomendações, pois o uso inadequado pode resultar em penalidades, além de comprometer a segurança dos pequenos. O Inmetro classifica as cadeirinhas em grupos que consideram fatores como idade, peso e altura, e existem modelos que abrangem múltiplos grupos, permitindo seu uso por mais tempo.

À medida que a criança cresce, a troca da cadeirinha se torna necessária, levando em conta o conforto e o tamanho da criança. A posição do bebê conforto, voltada para o encosto do banco, é especialmente importante nos primeiros anos, pois protege a fragilidade da anatomia dos recém-nascidos. Para crianças mais velhas, a altura é um critério decisivo para o uso do assento de elevação, garantindo que o cinto de segurança posicione-se corretamente.

Embora o banco traseiro seja o local mais seguro para transportar crianças, existem exceções que podem exigir o uso do banco da frente, especialmente em veículos com cinto de dois pontos no traseiro. Nesses casos, é fundamental desligar o airbag para evitar riscos em caso de acidente. Especialistas alertam que a instalação inadequada da cadeirinha pode comprometer sua eficácia, evidenciando a importância de seguir as instruções corretas.

O Contran permite que crianças a partir de 10 anos sejam transportadas no banco da frente, sempre com o uso do cinto de segurança. Contudo, é essencial que os pais se certifiquem de que estão utilizando equipamentos certificados, uma vez que apenas os dispositivos que passaram por rigorosos testes de segurança garantem a proteção adequada para as crianças.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Camera-man (pixabay)